segunda-feira, 8 de março de 2010

20 motivos para ainda ser feminista

No Dia Internacional da Mulher elenco vinte motivos pelos quais ainda vale a pena ser feminista:

1. Porque nos queremos um mundo de paz e de justiça, onde a dignidade humana seja respeitada;

2. Porque pedimos que homens e mulheres sejam iguais em dignidade, iguais em direitos e que estes direitos sejam aplicados;

3. Porque dois terços dos analfabetos no mundo são mulheres;

4. Porque 99% das terras cultivadas no mundo pertencem a homens, apesar de as mulheres produzirem 70% das culturas alimentares. Porque as mulheres são 70% das mais pobres no mundo;

5. Porque 84% das pessoas que pertencem ao parlamento no mundo são homens, apesar das mulheres constituírem metade do eleitorado;

6. Porque em nenhum país as mulheres possuem realmente direitos iguais aos homens. Porque no Afeganistão, as mulheres sofrem uma barbárie e são privadas de todos os direitos;

7. Porque em França, com o mesmo trabalho os homens ganham cerca de 15% mais do que as mulheres e em média, em qualquer profissão os homens ganham 25% a mais;

8. Porque os homens só assumem cerca de 20% das tarefas domésticas, bem como o cuidado com os filhos, aos doentes e aos idosos da família;

9. Porque em cada 10 lares, não existem ocorrências de violência graves onde as vitimas são em 95% dos casos mulheres e crianças;

10. Porque a sexualidade entre adultos deveria originar prazer recíproco e não devia ser utilizado para palavras e ações para magoar ou sujar;

11. Porque toda a mulher já sofreu insultos na rua ou no carro;

12. Porque a publicidade representa de forma degradante as mulheres, bem como as relações entre homens e mulheres;

13. Porque no mundo, vai aumentar para 100 milhoes o número de mulheres submetidas a mutilação genital;

domingo, 13 de dezembro de 2009

Mais um crime chocante, de caráter passional, é registrado em Fortaleza, estado que concentra um dos maiores índices de violência contra a mulher. A jornalista Kérsia Porto, 29 (foto), foi assassinada com seis tiros pelo seu marido, o sargento Francisco Antonio de Lima, 33, que depois cometeu o suicídio. A suspeita é que tenha havido um homicídio seguido de suicídio, motivado por ciúmes. Esse ano, o Ceará registrou 124 casos de mulheres assassinadas. Isso sem contar as agressões, que ocorrem todos os dias.
As estatísticas mostram que a violência só tem aumentado no Estado, sendo que 80% dos casos estão relacionados ao consumo de álcool e drogas - percentual bem maior do que o nacional (57%), segundo dados da Delegacia de Defesa da Mulher. Em todos os casos, há uma relação de poder do homem sobre o corpo da mulher, como se este fosse uma propriedade.

Mas, se a violência contra a mulher só aumenta, é preciso mais rigor com aplicação da Lei Maria da Penha e mais empenho da sociedade para que esta não seja abrandada, como desejam alguns dos nosso parlamentares.

Falta ainda mais seriedade com esse assunto tão sério. Torna-se necessário que as mulheres conheçam mais a Lei Maria da Penha, pois só passsam a buscar seus direitos quando sofrem algum tipo de agressão.

Não podemos dizer que uma relação a dois não tenha seus momentos de maior ou menor possessividade, de ambas as partes, mas convém entender que existe um limite entre o "saudável" e o "doentio", principalmente quando mistura-se ao consumo de álcool e drogas. É preciso que as mulheres, em especial, saibam compreender a hora de buscar ajuda.

Isso significa, principalmente, o direito de ter controle do próprio corpo e de assumir a direção de suas vidas, de uma forma compartilhada com seus companheiros, mas sem a neurose de viver uma simbiose.
Ninguém tem direito a impor seus desejos ou expectativas sobre o outro, seja homem ou seja mulher.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A primeira voluntária no Exército Brasileiro

Admiro muito mulheres que independente de suas concepções políticas e/ou ideológicas, romperam barreiras e assumiram posições reservadas exclusivamente ao mundo masculino. Vejam o caso de Elza Cansanção Medeiros, ou simplesmente, major Elza, que faleceu esta semana aos 88 anos. Major Elza foi a primeira mulher a alistar-se como voluntária na Diretoria de Saúde do Exército na segunda Guerra Mundial. Na verdade, ela sonhava em seguir na linha de frente, mas na época o Exército Brasileiro não aceita mulheres combatentes. Seguiu, então, como enfermeira no Destacamento Precursor de Saúde da FEB. Ela aprendeu a pilotar ultraleves aos 60 anos de idade e também escreveu vários livros sobre sua participação na guerra, tornando-se a mulher mais condecorada Brasil.

Nossa singela homenagem!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Campanha pra lá de importante


Essa é a campanha do blog Corporativismo Feminino (www.corporativismofeminino.com) do qual sou uma fiel seguidora.
Atinge em cheio as mulheres.
A-do-rei!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Irede Cardoso: uma feminista de verdade


Em nossa sessão retrô, nosso blog faz uma justa homenagem à jornalista Irede Cardoso, falecida em 2000, aos 62 anos. Irede foi uma das mais aguerridas feministas do País. Trabalhou na Folha como repórter e editora de Educação. Integrou a equipe de articulistas do jornal e assinava a coluna "Feminismo". Também foi editora do programa "TV Mulher", da Rede Globo. Vereadora por dez anos, eleita em 1982 e reeleita em 1986 pelo PT, ela deixou o partido em abril de 1990, passando para o PV e filiando-se ao PMDB em janeiro de 1992. Em 1995, aderiu ao PPB a convite do então prefeito Paulo Maluf, embora tenha liderado o movimento "Maluf Nunca Mais" cinco anos antes. Sua passagem pela imprensa e pela Câmara Municipal sempre foi marcada pela militância e pela polêmica.No início dos anos 80, entre outros grupos, Irede integrou o Pró-Mulher e a Frente das Mulheres Feministas.Entre seus vários livros, a jornalista lançou em 1981 "Os Momentos Dramáticos da Mulher Brasileira" (Global), uma espécie de história da mulher no Brasil. Publicamos o jornalzinho da mandato parlamentar, quando era vereadora pelo PV. Nossas saudosa homenagem a essa guerreira.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

As dificuldades continuam...

Quem disse que a mulher se libertou do domínio masculino, engana-se. Leia-se os últimos números da violência da SPM, que alcança a estratosférica marca dos 1000% de casos registrados, nos últimos quatros anos.
Essa violência, ao meu ver, ainda é subliminar, e encontra coro no modo como as mulheres são tratadas e deixam-se tratar, adotando a ´agenda masculina`como sua ou sendo mera coadjuvante dela.
Quem, como mãe solteira ou descasada, nunca passou por situações constrangedoras ou foi tratada com desprezo ou preconceito sexista por amigos, vizinhos ou homens que mal conhecem? Quantas mulheres têm coragem de ir sozinha a um bar, sentar num balcão, simplesmente para relaxar ou tomar uma cerveja, sem o receio de receber uma cantada barata ou ser importunada?
Infelizmente, esse incômodo tão sutil, disfarçado, ainda existe, por mais que o discurso da modernidade e do século XXI venham inundar os nossos ouvidos... meros discursos, palavras vãs.
Ainda somos invadidas em nossa intimidade e nos nossos direitos, arcamos com o maior responsabilidade com os filhos e cerceamos, por conta própria, nossa liberdadede de ir e vir. Somos obrigadas a ouvir frases do tipo ´tem mulher que gosta de apanhar`ou ´é melhor trabalhar com homens, são menos complicados`.
Contudo, vejam bem, nossa vida continua servindo para descomplicar a vida deles.
Cadê o projeto da guarda compartilhada, eu nunca mais ouvi falar e muito menos conheço algum casal que tenha adotado esse regime? Afinal, o que nos faz consentir em ainda sermos tão massacradas, ficando presas ao discurso da beleza, ao medo de ficar sozinha, solteironas, grisalhas? De voltar pra casa correndo pro marido não ficar sozinho, de deixar de planejar a nossa vida por causa do casamento, carregando culpas, culpas e mais culpas...
Mas cá entre nós, somos nós que criamos essas amarras?

A violência contra a mulher ainda assusta

Na quarta passada, a SPM divulgou o balanço da Central de Atendimento à Mulher, com dados do Ligue 180. O balanço apontou que, de abril de 2006 a outubro de 2009, foram registrados 791.407 atendimentos. Em quatro anos, o aumento no número de registros foi de (pasmem!) 1.704%.
No mesmo dia, a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) e o ministro da Saúde, José Gomes Temporão lançaram a campanha institucional Uma vida sem violência é um direito de todas as mulheres, realizada pela SPM em parceria com o Ministério da Saúde.
A ministra também fez um balanço dos quatro anos de funcionamento da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180. Com spot de rádio, vídeo, cartazes, folders e peças para mobiliário urbano (como paradas de ônibus), a campanha nacional busca quebrar as barreiras do medo de falar sobre a violência, incentivando as vítimas a ligarem para a Central, que também passa, a partir de agora, a funcionar por meio da tecnologia VOIP - Transferência Direta de Chamadas –, permitindo sistematizar automaticamente os dados das chamadas recebidas (data, local de origem, hora e duração da chamada).

Confira, a seguir, os altos números da violência contra a mulher em nosso País:


Denúncias : 93% delas são feitas pela própria vítima; 78% das vítimas sofrem crimes de lesão corporal leve e ameaça; 50 % dos agressores são os cônjuges das vítimas; 77% das vítimas possuem entre 00 e 02 filhos; 69% das vítimas sofrem as agressões diariamente; 39% dos agressores não fazem uso de substâncias entorpecentes ou álcool; 34% das vítimas se percebem em risco de morte; e 33% das vítimas apresentam tempo de relação com o agressor superior a 10 anos.

Tipos de violência - Dos 86.844 relatos de violência, os agressores são, na sua maioria, os próprios companheiros. Do total desses relatos, 53.120 foram de violência física; 23.878 de violência psicológica; 6.525 de violência moral; 1.645 de violência sexual; 1.226 de violência patrimonial; 389 de cárcere privado; e 61 de tráfico de mulheres. Na maioria das denúncias/relatos de violência registrados no Ligue 180, as usuárias do serviço declaram sofrer agressões diariamente.

Perfil - A maioria das mulheres que buscam a Central são negras (43,3%), tem entre 20 e 40 anos (56%), estão casadas ou em união estável (52%) e possuem nível médio (25%).

Atendimentos em 2009 - De janeiro a outubro, a Central de Atendimento à Mulher contabilizou 269.258 registros – um aumento de 25% em relação ao mesmo período de 2008 –, quando houve 216.035 atendimentos. Parte significativa do total de atendimentos (47%) deve-se à busca por informações sobre a Lei Maria da Penha que registrou 127.461 atendimentos contra 92.638, de janeiro a outubro de 2008. O crescimento corresponde, de um semestre para o outro, a 37%. Em números absolutos, o estado de São Paulo é o líder do ranking nacional com um terço dos atendimentos (87.457), que é seguido pelo Rio de Janeiro, com 12,57% (33.844). Em terceiro lugar está Minas Gerais com 6,7% (18.216).

domingo, 29 de novembro de 2009

Estréia da TV Mulher


Com a estréia do primeiro programa feminino da TV brasileira em 1980 (bem diferente desses arremedos de receitas e estética que somos obrigados a engolir nas tardes de hoje) relembramos que naquela época os nossos problemas ainda eram os mesmos: discriminaçao no trabalho, legalização do aborto, necessidade de creches e divisão do trabalho doméstico. No programa de estréia, essa lista foi lida de maneira muito incisiva pela apresentadora Marília Gabriela (foto).
O programa, dirigido por Nilton Travesso, era levado ao ar pela manhã, de segunda a sexta-feira, e teve seis anos de duração. Contava ainda entre os seus quadros de apresentadores nomes como Marta Suplicy, Nei Gonçalves Dias (in memorian), Leiloca, Ala Szerman, Hildegard Angel, Clodovil, entre outros.

Em pleno regime militar, em um Brasil dominado pelo conservadorismo, a sexóloga Martha Suplicy sofreu muitos protestos por falar, em pleno dia, sobre orgasmo feminino e por repetir a palavra vagina. Era época do "politicamente incorreto", e claro, o nosso representante maior dessa linha, o estilista Clodovil Hernandez, - falecido este ano - resolveu abandonar o programa em pleno ar, protestando contra a apresentadora Marília Gabriela. Viria a substituí-lo como "costureiro" do programa outro estilista, Nei Galvão.

Lembro-me bem do programa e da revolução que causou, principalmente no que se refere a direitos e sexualidade feminina. Engraçado é que embora temas como estética e moda fossem levados diariamente ao ar pela consultora Ala Szerman, estes eram tratados de uma maneira mais espontânea, sem a pressão que a ditadura da beleza nos impõe hoje. Ser mulher significava muito mais do que passar longas sessões no cabeleireiro fazendo chapinha.
Mas, afinal, o que será que está acontecendo com as mulheres de hoje?

sábado, 28 de novembro de 2009

Vamos apoiar jantar pró-Erundina

Vamos comprar convites, apoiar, divulgar de todas as formas, convidar os amigos, mobilizar-nos, enfim, para obter a máxima adesão ao jantar suprapartidário marcado para o próximo dia 08, na Cantina Speranza (Rua 13 de Maio, 1004 - Bela Vista) em apoio à ex-prefeita paulistana, deputado Luiza Erundina (PSB-SP). O evento, programado pelo deputado estadual paulista Milton Flávio (PSDB), mas que, como frisei acima, ganhou a adesão de todos os partidos, é para arrecadar fundos que possibilitem a ex-prefeita liquidar sua dívida no valor de R$ 350 mil com a prefeitura da Capital.
O débito é resultado de uma condenação pela 1ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo por Erundina ter pago publicações com esclarecimentos sobre a greve geral de 1989. O material impresso esclarecia à população porque naquele dia de reve geral os ônibus da então CMTC, empresa da Prefeitura, não circulariam.
Embora decisão judicial não se comente, cumpre-se, a Erundina não merecia essa condenação, mas merece toda a solidariedade de parte de todos nós. Ela precisa quitar logo essa dívida, inclusive porque tem 10% de seu salário retido no banco mensalmente e está com seus únicos bens, o apartamento em que mora e um carro, penhorados. Para reforçar a arrecadçaão e a gente tranquilizá-lo logo, publico aqui no blog, para os que desejam contribuir, o contato do escritório dela (011) 5078-6642 e também o nº da conta no Banco do Brasil, aberta em nome do movimento “Luiza apoio você”: (Ag.BB nº 4884-4, conta corrente 2009-5).

Fonte: Blog do Zé