terça-feira, 13 de maio de 2008

Diferença de tratamento



Que tal falamos sobre as conquistas das mulheres em outros países? Aqui nos Estados Unidos, a mulher americana lutou tanto pelo direito de sair de casa e trabalhar competindo com o homem, que o resultado foi de que o homem se acomodou, ficando mais em casa e a tonta da mulher tentando fazer carreira ( isso lógico, em termos de classe média e de baixa renda) e praticamente sustentando o marido.
O salário da mulher nos EUA também ainda é menor do que o de um homem ocupando a mesma posição numa empresa. Toda a luta pela liberação da mulher teve um lado negativo.
Em compensação, o homem americano é menos machista. Você dificilmente ouve comentários maliciosos vindo de um homem para uma mulher andando na rua, como se ouve no Brasil. Dois anos atrás, eu assisti um programa americano chamado AMAZING RACE que foi filmado em São Paulo.
Num certo momento do programa, algumas garotas americanas tinham como tarefa a montagem de motocicletas que haviam sido previamente desmontadas. Elas comecaram a montar as motocicletas na calçada de uma oficina mecânica em SP. Ao redor delas. espectadores assistiam e faziam comentários a respeito das meninas.
Eu fiquei chocada com os comentários de fundo sexual extremamente grosseiros e degradantes que os homens faziam. Aqui o homem vai preso se fizer um comentário desse tipo para uma mulher estranha na rua. A lei te protege. Da mesma forma no trabalho, o assédio sexual é punido.
Enviado por Elisa Ficarelli Mikenas, Diretora Executiva de Manutenção de Hotéis, que mora há 16 anos nos EUA

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Falta atendimento para mulher vítima de violência no ABCD

Violência contra mulher. O tema, bastante conhecido, ainda é tratado de forma desigual no ABCD. De um lado, centros de referência como a Casa Beth Lobo, em Diadema, e a Casa Vem Maria, criada e mantida pela Prefeitura de Santo André; de outro, a cidade de São Bernardo, que não possui atendimento especializado e sofre com a alta demanda de mulheres agredidas.
Criada em 1998, pelo desejo do Movimento de Mulheres, o projeto Casa Vem Maria atendeu 1.200 pacientes em 2007 – dessas, 263 mulheres passaram pelos serviços pela primeira vez.
De acordo com a coordenadora do projeto, Léa Gomes da Cruz Soares, a maioria das mulheres que são encaminhadas à casa passaram antes pelo atendimento hospitalar por conta de lesões físicas. Só depois de muito relutar em admitir que sofriam de violência, procuraram ajuda. "Nosso tratamento é contínuo. Tentamos romper o laço de agressão, que muitas vezes significa romper as relações com o parceiro agressor."
Em tratamento há um ano e meio, Carmem (nome fictício), procurou o Vem Maria após 14 anos casada com um homem violento. A paciente conta que durante todo o casamento foi à única provedora financeira da casa e que teve de desistir da maternidade por causa do marido. "A maior violência foi a moral e a psicológica. As agressões eram diárias e só cessou a partir do momento em que cheguei ao Vem Maria. Tinha vergonha e medo. Tinha receio de falar o que acontecia comigo, iria desmoronar um castelo que eu construí", conta Carmem, que há um ano se separou do marido, voltou a fazer faculdade e realizou o sonho de ser motociclista.
De acordo com a promotora de Justiça Criminal de São Bernardo, Eliana Vendramini, a cidade conta apenas com as duas casas-abrigo que atendem as setes cidades da Região, e não possuem atendimento especializado. "A questão de São Bernardo é emergencial porque a demanda é muito grande e não podemos tratar de um assunto tão sério apenas no âmbito judicial. No caso de um agressor alcoólatra, não podemos puni-lo sem tratá-lo. Não faz sentido", afirma Eliana.
O serviço prestado pelo Vem Maria é público e gratuito, com a participação de psicólogos, advogados e terapeutas. Funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na rua Cesário Mota, 51, Centro. O telefone é o 4992-2936. (Carol Scorce)
Fonte: ABCD Maior www.abcdmaior.com.br/

Dom Juan e os homens

O que dizer da relação de Don Juan, como mito da sedução, com os homens? Há um tipo muito particular de Don Juan que só seduz mulheres comprometidas com homens. Ou seja, mulheres que, mesmo assumindo o papel feminino em relação amorosa com outras mulheres, não interessam.
Tal qual o Don Juan sedutor de mulheres, o tipo que procura mulheres vinculadas a outros homens o faz insistentemente e não está interessado no feminino. O objeto de desejo de conquista, neste caso, é o homem, não a mulher.
Esse tipo de Don Juan passa a vida sabotando um desejo homossexual inconscientemente reprimido. Tal repressão se transforma em agressividade na relação com as mulheres. No papel de "macho", o tom sádico aparece em gestos violentos, em que o beijo vira mordida, e os toques carinhosos marcas de garras. A volubilidade, entendida como virilidade em certas culturas, impede o aprofundamento da relação. E daí o estigma de sedutor de Don Juan.
A inquestionável masculinidade, no entanto, mascara a suscetibilidade homofóbica que sequer permite a aproximação, ainda que por amizade, de homens homossexuais. Don Juan teme a contaminação do desejo explicitado de um homem por outro homem, que pode ser ele mesmo. A eterna busca do homem, por meio da relação com mulheres, remete à figura paterna.
O vínculo do bebê com a mãe se constrói por necessidade de sobrevivência (o seio que dá leite), que depois torna-se afetivo. Já o vínculo com o pai é intermediado pela mãe, e por outro tipo de necessidade. Pode-se dizer, necessidade de ser no mundo, na cultura, uma vez que o pai ou sua representação (figura paterna) interdita a fantasia do menino de que a mãe é toda sua, numa relação simbiótica em que nada falta.
O pai ensina que a mãe é sua esposa, e o menino é filho de ambos. Se este pai, mesmo existente e presente, for inacessível ao investimento afetivo do filho, a busca do vínculo, o desejo de conquista do masculino, pode perdurar por toda a vida. Porém, se a figura paterna for receptiva ao investimento afetivo da criança, o vínculo se dará positivamente, e esta fase da evolução emocional do menino estará completada.
A figura paterna pode ser um parente, o avô, um tio, o namorado da mãe, ou ainda (objetos) outras pessoas relacionadas às atividades da criança fora do círculo da relação mãe-filho, que vão aparecendo na socialização na escola, no lazer, no aprendizado da religião, nos meios de cultura, enfim.

Viviane Mottin é jornalista e psicanalista

sábado, 10 de maio de 2008

Punidas por abortar


A revista Época desta semana mostra que quase três mil brasileiras estão na mira da Justiça por ter praticado o aborto. Dessas 25, já estão cumprindo pena. O maior inquérito do país sobre a prática ilegal levanta polêmica: que punição elas devem ter? A reportagem ainda mostra como mulheres mais pobres são tratadas nas clínicas de aborto clandestinas.
Em Campo Grande (MS) cinco mulheres foram acusadas de cometer aborto e submeteram-se à pena alternativa de prestação de serviços à comunidade. Ao todo, são 2.800 fichas médicas nas mãos do juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Mato Grosso do Sul, Aloísio Pereira. Também é a primeira vez que mulheres são acusadas por aborto sem um flagrante policial. A apreensão das fichas aconteceu em 13 de abril de 2007, ao ser desmantelada uma clínica de planejamento familiar, no centro de Campo Grande, onde aconteceriam os abortos. O texto diz que a rotina de uma delas é constrangedora, já que tem que atrasar-se no trabalho por ter que prestar a pena alternativa antes do expediente, o que a obriga a dar desculpas ao chefe. A médica acusada de fazer os abortos clandestinos, a anestesista Neide Mota Machado, 54, se diz defensora dos direitos da mulher e nega ter feitos os abortos clandestinos. Na sua clínica, (que na entrada tinha uma faixa com os dizeres ´Planejamento Familiar`) as mais pobres eram tratadas como ´banguelas`, uma referência às fichas das mulheres de baixa renda.
Por serem mais pobres e pagar menos pelo procedimento (cerca de R$1 mil) também só tomavam remédios abortivos, como o Cytotec, e eram orientadas a procurar um hospital público quando começassem a ter hemorragias.
A pena a qual foram submetidas também é questionada. O juiz Aluízio Pereira dos Santos afirma que a decisão foi proposital, para fazê-las refletir sobre a maternidade. ´Mandar mulheres que abortam recentemente trabalhar com crianças é uma torura moral e afetiva`, diz a antropóloga Debora Diniz, diretora de Bioética, Direitos Humanos e Gênero, em Brasília e defensora da discriminalização do aborto.
O Brasil tem mais de 1 milhão de abortos clandestinos por ano, segundo estimativa da ONG Ipas Brasil, ligada à saúde reprodutiva. Semana passada, a Câmara dos Deputados votou um dos 17 projetos de lei sobre o tema. O projeto, de 1991, propunha a revogação do artigo que penaliza as mulheres, mas o relator, o deputado Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP) mudou o texto para manter a lei como está.
O assunto, porém, passou em branco pela nossa imprensa.
Fonte: Época n° 521 (12/05/2008) - Foto reproduzida da revista

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Primeira Jornada da Violência contra a Mulher, a Criança e o Idoso
Quando: 5 de junho de 2008, das 9h às 17h
Onde: Auditório Antonio Carlos Amorim - EMERJ ( Av. Erasmo Braga, 115, 4º andar, Centro-RJ)
Programação

Manhã:
Coordenadora da Mesa: Desembargadora Conceição Mousnier – TJ/RJ – Presidente do Fórum de Permanente de Direito de Família
9h: VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER - Palestrante: Drª Ana Maria Iancarelli – Psicanalista Especialista em Atendimento a Vítimas de Violência
10h: VIOLÊNCIA CONTRA A CRIANÇA E O ADOLESCENTE - Palestrante: Drª Ivone Caetano – Juíza Titular da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso.
11h: VIOLÊNCIA CONTRA O IDOSO Palestrante: Dr. Leonardo de Castro Gomes – Juiz Titular da 17ª Vara Cível da Capital.

Tarde:
Coordenardora da Mesa: Drª Leilah Borges da Costa – Presidente do Instituto Brasileiro de Família - IBDFAM.
14h: VIOLÊNCIA DO TRATAMENTO LEGAL - PalestranteDesembargadora Conceição Mousnier – TJ/RJ – Presidente do Fórum de Permanente de Direito de Família:
15h: LEI MARIA DA PENHA - Palestrante: Drª. Leila Linhares Barsted- Advogada, Membro do Comitê de Acompanhamento da Implementação da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher da OEA e Coordenadora Executiva da CEPIA.
16h: MEDIDAS PROTETIVAS - Palestrante: Drª. Tânia da Silva Pereira- Advogada – Professora de Direito – PUC/RJ

Inscrições gratuitas (vagas limitadas)
Informações: Secretaria da EMERJ: (21) 3133-3369 / 3133-3380
INSCRIÇÕES GRATUITAS E EXCLUSIVAS PELO SITE http://www.emerj.rj.gov.br/

Fonte: Portal Violência contra a Mulher http://www.violenciamulher.org.br/

Brechó Vovó Filomena faz reservas pelo Orkut




Companheiras, gostaria de compartilhar com vocês o endereço do brechó Vovó Filomena, da Janaina, que trabalha na Secretaria de Movimentos Populares do PT. O brechó abre sábados, domigos e feriados - para quem vive ocupadíssima durante a semana. Com pouca grana e muita criatividade, você poderá montar um visual para todas as ocasiões: roupas novas e usadas, tamanhos grande, uma grande variedade de batas, casacos, blazers, botas (para ficar chiquérrima e aquecidinha no inverno), calças, conjuntos, malhas, vestidos, acessórios e muito mais! Ah! E o preço, nem se fala: peças de R$ 3,00, R$ 5,00, R$ 10,00 e R$ 15,00 (as novas). O diferencial é que quem quiser fazer uma pesquisa pelo Orkut, pode procurar no endereço http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=6794372354575800182 A Jana já vai olhando no ´estoque` de artigos e fará uma reserva personalizada. O endereço é rua Dr. Odilon, 58

Dom Juan e as mulheres


Em tempos de tantos Don Juan e de tão poucos amores de verdade, vale revisitar esta personagem literária que tornou-se o mito do sedutor por excelência. E, para isso, nada melhor que atualizá-lo, revendo Don Juan De Marco, filme de Francis Ford Coppola. Quem é o Don Juan (Johnny Deep), de Coppola? Um paciente psiquiátrico que, ao delirar a perda da mulher que considerava o grande amor de sua vida, ameaça atirar-se do alto de um prédio. É socorrido pelo psiquiatra Jack Mickller (Marlon Brando), que o interna e passa a escutá-lo.
Don Juan, como se sabe, seduz. Mas não conquista. Aquele Don Juan, de Coppola, não perde o grande amor da sua vida. Na verdade, sofre porque a única conquista que lhe interessa é um amor impossível: a moça do outdoor, a quem devota o seu amor, e portanto é rejeitado da pior forma possível, que é a indiferença. Ele a conhece e reconhece, mas para ela, ele não existe. Aquela moça não pode ser seduzida e muito menos conquistada.
Quem, na vida de Don Juan nunca pôde ser seduzida, a não ser na fantasia, e por tramas do destino não pôde ser conquistada? Por trás do amor platônico pela moça do outdoor há outra figura feminina da vida de Don Juan. O verdadeiro amor, o primeiro, como acontece com todos os homens. A mãe. Esta não pode ser seduzida, pois que há uma interdição moral que vem dela mesma. Mas, normalmente, quer conquistar e ser conquistada.
Don Juan não seduz a mãe, nem teve a chance de conquistá-la. A mãe o abandona, quando criança. Ou seja, a mãe só existe em outdoor, distante, indiferente. É linda, é grande, é promessa. Simbolicamente, toma toda a vida de Don Juan.
A reedição do abandono acompanhará Don Juan por toda a sua vida na relação com as mulheres. Em cada nova busca de uma mulher para seduzir, na verdade Don Juan está procurando o encontro primordial com a sua mãe. O abandono das mulheres seduzidas ocorre porque a conquista está interditada, já que não foi consumada no amor primário.
Don Juan não realiza o amor pela mãe, o que o condena a fantasiar na vida adulta o que poderia ser amorosamente. Já o psiquiatra escuta, encantado, as aventuras de Don Juan, fantasiando os episódios de sedução e colocando a sua única mulher, a esposa, no lugar das várias personagens trazidas pelo paciente. Descobre, então, que vem deixando sua mulher em segundo plano - abandono?
Jack Mickller volta-se para sua mulher, recriando uma relação apaixonada, adulta e madura, em que a conquista se evidencia pelo amor às muitas mulheres que há em uma só. Amor que integra, acolhe e ampara, em contraponto ao que despedaça nos outros o que está estilhaçado em si. Assim, Jack Mickller recria o mito, como um Don Juan conquistador, ao contrário do solitário e empobrecido Don Juan sedutor.

Viviane Mottin é jornalista e psicanalista.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Pesquisa: 70% das mulheres que abortam têm filhos

Estudo realizado pelas universidades de Brasília (Unb) e Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) indica que pelo menos 70% de todas as mulheres que fizeram aborto já têm ao menos um filho, e na maioria dos casos, decidiram interromper a gravidez planejadamente porque os métodos contraceptivos falharam ou não foram usados corretamente. A pesquisa diz ainda que 3,7 milhões de mulheres em idade fértil (até 49 anos) já abortaram. O estudo também mostrou que além de terem ao menos um filho em relacionamento estável, essas mulheres trabalham e são católicas.
(Fonte: O Globo, 2/5/2008)

Aumentam registros de crimes contra mulheres


Os números que registram a violência contra a mulher no estado do Rio de Janeiro cresceram no ano passado em relação ao ano de 2006. Conforme dados do Dossiê Mulher, divulgados ontem (30/4/2008) pelo Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP), houve mais mulheres vítimas de estupros, homicídios, atentado ao pudor, agressão física e ameaça. O maior percentual de aumento foi dos estupros que cresceram 7,7% de um ano para o outro. Os autores do trabalho se concentraram em alguns crimes mas comuns contra as mulheres. Em 2006, foram registrados 1.278 casos de estupros em todo o estado. Já no ano passado, foram feitos 1.376 registros, ou seja, 98 casos a mais, uma proporção de 8,7 casos para cada 10o mil habitantes. A Área Integrada de Segurança Pública (AISP) onde houve o maior número de casos foi a do Batalhão Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Outras AISP´s da região também estão na frente das estatísticas. Nos casos de atentado violento ao pudor, houve aumento de 2,7% de um ano para o outro (1.272 casos em 2006 e 1.306 no ao seguinte). As AIP´s de Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Belford Roxo são as líderenos de casos no estado. Na capital, também é a de Rocha Miranda a que registra mais casos. As principais vítima, no entanto, são crianças de 6 e 11 anos e pouco mais de um terço das vítimas foram atacadas por parentes. O número de mulheres vítimas de homicídio também aumentou, passando de 409 para 435 em 2007. O maior número de casos, novamente, foram nos três batalhões da Baixada. As maiores vítimas foram mulheres entre 25 e 39 anos. Já o número de mulheres agredidas (lesão corporal culposa) passou de 42.669 para 45.514. As maiores vítimas foram as mulheres de 25 a 39 anos. Já os crimes de ameaça representaram 62,4% de todas as vítimas deste crime no ano passado.
(Fonte: O Globo, 1/5/2008)

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Teremos uma mulher na Presidência da República?


Como as eleições estão aí, queria aproveitar esse espaço para discutir a participação política das mulheres brasileiras. Na América do Sul, duas mulheres, respectivamente na Argentina e Chile, assumiram a presidência da República desses países: Cristina Kirschner e Michele Bachelet (foto). No Brasil , vez por outra ouvimos na imprensa reportagens sugerindo que a ministra da Casa Civil Dilma Rousseff seria a candidata do PT à presidência. Esse debate, no entanto, ainda está muito incipiente. uma vez que que essa seria a primeira vez que uma mulher ocuparia o mais importante cargo político do País. Na Argentina, ao que parece, a presidente eleita trilhou os rumos do marido, Nestor Kirschner. Ou seja, ao que parece, apenas houve a transferência da faixa do marido pra esposa. No Brasil, ainda predomina (e isso até entré nós, mulheres) aquela cultura machista de que a mulher não tem capacidade pra assumir um cargo de tamanha responsabilidade. Predominam ainda muitas candidaturas que surgem à reboque dos homens. Muitos fatores culturais estão implícitos, principalmente porque ainda somos tratadas para sermos belas e jovens e não para sermos seres políticos e pensantes. Outra coisa importante seria saber se os patidos estão cumprindo as cotas destinadas às candidaturas femininas. A provocação está aí...vamos ao debate!